André Correia

Nasceu em 1991, em Vila do Conde, e até hoje tudo o que se sabe é que se mantém rijo. André Imaginário – nome com que assina o que publica no seu blogue desde 2010 – é outra pessoa; é o que cada um de vocês quiser e ainda assim não será bem isso. Partilham o mesmo corpo, o gosto pela literatura e a cultura em geral, onde se inclui também o visionamento fiel da saga Dragon Ball. À parte disto, pouco mais têm em comum. André Correia, por ter crescido numa cidade pequena, adquiriu o hábito pouco contemporâneo de contemplar tudo o que o rodeia e assume-se como um coleccionador de horas serenas. Na infância queria ser veterinário, astronauta, piloto de fórmula e matemático. Queria ser tudo isso, ao mesmo tempo. Nessa época, o André Imaginário ainda não existia. Quando entrou para o ensino secundário optou por Artes Visuais, mas os seus recursos técnicos nunca foram muitos. Gostava das aulas de História de Arte e Filosofia, detestava Geometria Descritiva, Matemática e, curiosamente, Língua Portuguesa. Assim nasceu André Imaginário, um insubordinado face ao academismo, ao rigor e à exactidão, alguém que gosta de brincar com as palavras, vê-las como plasticina com que pode criar diferentes formas. No momento de ingressar no ensino superior, a Arquitectura ou o Design Gráfico foram esquecidos. O Imaginário queria Estudos Culturais e o Correia queria Ciências da Comunicação. Este último levou a melhor porque afinal o primeiro não passa de uma manifestação neurótica do self, deixemo-nos de tretas. André Correia licenciou-se em Ciências da Comunicação em 2014 e pós-graduou-se em Jornalismo Especializado em 2015. Actualmente é jornalista estagiário na agência Lusa, faz notícias, cenas várias e ainda nem tirou cafés a ninguém. André Imaginário está-se nas tintas para a realidade – não fosse ele um admirador dos surrealistas – e foi-se entretendo a escrever guiões para curtas-metragens, teve poemas publicados em duas antologias, publicou, em 2014, o livro O Soluço da Máquina Hipotérmica e consta-se que tem um outro a caminho. Os dois aceitaram colaborar neste projecto e escreveram este texto em conjunto, sempre na terceira pessoa, não por arrogância, mas para nenhum se sentir ofendido. Blog pessoal: http://meraspalavrasammc.blogspot.pt/ Link para a versão pdf do livro O Soluço da Máquina Hipotérmica: http://poetrywillbemadebyall.com/wp-content/uploads/2014/03/0087_Correia_O-Solu%C3%A7o-da-M%C3%A1quina-Hipot%C3%A9rmica-_2014.pdf

Calmo Desespero

Capítulo 10 (AC)

Continuar a ler André Correia   03.02.2016

Podia ter sido astronauta

Talvez o meu pai tenha nascido grande. Talvez o meu pai pudesse ter sido...

Continuar a ler André Correia   16.01.2016