Duarte Pernes

Nascido em 1988 e criado, daí em diante, na cidade do Porto, estava longe de imaginar, quando terminou o nono ano de escolaridade, que a sua primeira ambição profissional sustentada passaria por tentar contar histórias e dar notícias não só aos que o rodeavam, como a indivíduos distantes de si. O sonho de ser jogador de futebol tinha-se já esfumado tão rapidamente quanto as bolas que, sem nenhuma malícia (mas com todo o desacerto), enviava para o quintal da vizinha, uns metros bem ao lado da baliza improvisada. Também a vontade em triunfar como maquinista ou piloto de avião sucumbia à inata capacidade que evidenciava para a abstração (é preferível chamar-lhe assim). Havia, porém, algo que aos quinze anos de idade se apresentava como pacífico e definitivo na sua mente: queria viver rodeado de vocábulos, pensamentos, opiniões e debates, de preferência num ambiente de intensa permuta de conhecimentos e aprendizagens. As ciências exatas pareciam-lhe a antítese de muito do que constituía este imaginário. Ora, talvez de modo paradoxal, foi a soma de todas as partes das humanidades – aliada à subtração da «rigidez» dos números – que o fez desaguar, academicamente, no conturbado e revolto oceano da Comunicação e, logo de seguida, do Jornalismo. Terminado o secundário, decidiu ingressar na Universidade Fernando Pessoa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação, corria o ano de 2009. Pouco tempo depois, em 2012, completou o mestrado na mesma área, especializando-se em jornalismo – a tal «ambição sustentada». Fez igualmente parte de um projeto de investigação coordenado por Jorge Pedro Sousa, destinado à análise de um jornal do século XVII: o Mercúrio Português. Pelo meio, efetuou um estágio no departamento de comunicação da Federação Portuguesa de Voleibol. Nas horas vagas, procura dar atenção, da forma mais salomónica possível, às várias paixões da sua vida (jornalismo, viagens, gastronomia, leitura ou arte). Tem o condão (os amigos mais próximos já utilizaram termos como «doença» ou «obsessão») de saber debitar na ponta da língua múltiplas particularidades do desporto-rei, como sejam: jogadores míticos, equipas lendárias ou resultados históricos, tanto no plano nacional como internacional. É um notívago incorrigível, embora leve vários anos a fazer um esforço para ganhar as rotinas de uma pessoa «normal». Algo inglório, todavia.

Calmo Desespero

Capítulo 11 (DP)

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