José Miguel Pires

Nascido quando o milénio estava quase a fechar a porta, limitar a sua “origem” à Venezuela é um insulto. Ao longo da sua ainda curta vida viveu em Caracas, onde nasceu e viveu até aos oito anos de idade; na humilde cidade de Águeda (é a cidade com a rua dos guarda-chuvas coloridos, google it); em Aveiro, terra dos canais, dos ovos moles, e que curiosamente viu nascer Zeca Afonso (a sério), e, atualmente, na Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta cidade do Porto, que cativou o seu coração e lhe fez até ela rumar. Um enfim de opções fizeram-no aterrar numa licenciatura em Ciências da Comunicação na UFP, mas se perguntassem ao Zé Miguel de oito anos o que queria ser em adulto, jornalista estaria beeeeeem lá em baixo na lista. Não foram poucas as profissões e as paixões que ponderou seguir: piloto comercial de aviões, engenheiro informático, urbanista, músico, professor de inglês e até padre! Jornalismo? Essa fantástica palavra surgiu nos últimos dias do liceu, em que começava a ponderar as candidaturas. Ávido leitor de jornais impressos, os quais adora e profundamente deseja que não desapareçam, ganhou um profundo interesse em ver o seu nome escrito no papel. Assim, amante profundo das ruas do Porto e do seu encanto, fez as malas e partiu para a Arca d’Água. Profissional observador de aviões, pode ser encontrado por vezes nas imediações do Aeroporto Francisco Sá Carneiro a literalmente ver aviões. Outro sítio onde o podem facilmente avistar é na Casa da Música, onde alimenta o seu vício de sentar-se em cafés a escrever, seja sobre o que for. No dia a dia, as suas atividades passam por ouvir um pouco de tudo, desde os deliciosos riffs dos Led Zeppelin, Queen ou Pink Floyd, até às rimas ao estilo dos anos 90 de Biggie Smalls, Snoop Dogg ou Dr. Dre. Ao som destes e muitos mais artistas, diverte-se a produzir notícias falsas só para poder ouvir o jingle da TSF antes da sua voz e a visitar cafés de gatos. Ah, e estuda, claro! O seu maior defeito é ser inconclusivo.