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Milagres de Natal

Liliana Machado 04.01.2016

Há muito que me afastei do Natal do século XXI.

 

Gosto de passear pelas avenidas e ter a sensação de entrar num casulo iluminado. À medida que se avança há um enamoramento em crescendo. O sonho mais persistente é Nova Iorque. A árvore de Natal do Rockefeller Center. As ruas de Nova Iorque iluminadas.

 

As luzes lembram-me os milagres de Natal. Tenho um amigo que diz que os milagres não existem. Acontece o que tiver de acontecer, porque estava já no plano de Deus (do meu, do teu e no de quem não acredita) e, por isso, estava destinado. Mas as luzes dão-me a esperança de acreditar. Quando visito uma cidade iluminada o que me invade a alma é isso mesmo… a esperança. Espero por um milagre. Espero pelos sorrisos. Espero pela dádiva.

 

Há muito que me afastei do Natal do século XXI.

 

Odeio fazer compras de Natal. Acho supérfluo dar coisas comuns. Odeio as montras de Natal. Detesto os sacos das grandes marcas. É ridícula a imagem de pessoas que caminham carregadas de sacos cheios e almas vazias. Ocas. 

 

O que odeio mais é, muitas vezes, deixar-me sucumbir a isto, juntando-me às almas vazias.

 

Mas os milagres existem. Sei que sim. E se os milagres dependem dos nossos desejos e da nossa capacidade para acreditar então deixo-vos um desejo:

 

E que aconteça um milagre de Natal.  

 

 

 


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