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A Internet e o Jornal

Rita Silva 26.08.2016

Da última vez falamos da Internet e da Rádio. Agora vamos falar de jornais.

Os tempos mudaram, nós mudamos, mas o jornalismo não mudou. O que mudou foi a forma como as notícias chegam até nós. E isso, de facto, já é uma grande mudança nos tempos que correm. Neste caso concreto abordo o panorama tendo em consideração jornais e revistas em suporte de papel.

A Internet veio ajudar e abrir horizontes ao jornalismo, para que este chegue mais depressa e com mais conteúdos a todo o Mundo e a todas as pessoas.
Há uns meses, li num artigo, que os média em Portugal estão no bom caminho para uma adaptação à Era digital. No entanto, admitem que ainda há obstáculos que terão de ultrapassar.

Não são apenas os meios de comunicação e os seus consumidores que têm de se adaptar. Os jornalistas e os alunos de comunicação devem ter como uma das principais preocupações o "futuro digital."

Todos vivemos na correria quotidiana entre casa e trabalho. O pouco tempo que sobra são para tarefas diárias, estar com os filhos e pouco mais. É neste tempo que se inclui a disponibilidade de cada um para se manter informado sobre a atualidade.

O hábito de sentar numa esplanada a ler o jornal enquanto se bebe um café, também se rendeu à correria. Só damos uma vista de olhos pelos títulos e nas fotografias.

A falta de tempo pode resultar num aspeto negativo para o jornalismo tradicional, tal como o conhecemos. É neste tópico que as novas tecnologias da comunicação entram em ação e ajudam na dinamização dos média.

Reparem na mudança de discurso: hoje em dia ninguém sai de casa sem o ‘smartphone’.

Podemos concluir que existe uma alteração de hábitos que se expandiu à forma como consumimos informação.

Estamos cada vez mais habituados a que tudo surja com um simples ‘clique’ e a receber em primeira mão tudo o que se passa em qualquer parte do Mundo através de uma notificação.

No que diz respeito a Portugal, os números não enganam: um terço dos portugueses consome notícias online, principalmente através das redes sociais.

Os jornais portugueses impressos já têm uma participação ativa nas redes socias e websites com conteúdos multimédia, como vídeos e infografias. Porém, existe preocupação para que os meios de comunicação tradicionais não percam a sua essência.

Os média que optaram por uma plataforma exclusivamente online iniciaram a exploração no papel, nem que seja em edições especiais como aconteceu com o Observador aquando do segundo aniversário.

A estratégia, se assim podemos considerar, marca a tendência em mudar mentalidades e um esforço por parte dos profissionais em acompanhar o ritmo da Era digital. Acompanhar vários públicos e aproximar gerações de maneira a cativá-los com os seus conteúdos, nas diferentes plataformas e estilo.

O papel e online necessitam um do outro. O online pode servir de complemento à imprensa escrita.

Internacionalmente, o caso de sucesso do The New York Times, pelo crescimento da plataforma online tem sido considerado um milagre do jornalismo. A adaptação conseguiu suportar a essência de um jornal com 150 anos de história.

 

Em sentido oposto, está o Asahi Shimbun (jornal japonês) que contraria a crise da imprensa. O jornal ainda depende dos lucros em papel. Tem sido um processo gradual, o de alterar a forma de trabalho dos seus jornalistas para o digital. É o segundo jornal com maior circulação no mundo, ficando apenas atrás do Yomiuri Shimbun, também nipónico.


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