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11 de setembro

Rita Silva 11.09.2016

Lembra-se do que estava a fazer há 15 anos? Talvez com a pergunta feita desta forma não se consiga lembrar.

Mas se eu lhe falar na data 11 de setembro de 2001. Ou 11 de setembro. Somente. Imediatamente lhe vem algo à cabeça.

De forma consciente ou inconsciente lembramos-nos do que paramos de fazer. Eu estava a preparar a mochila para o primeiro dia de aulas do segundo ano.

Foi há 15 anos que todos paramos para ver imagens que chegavam de Nova Iorque. Atordoados com o que estaria a acontecer, vimos dois aviões colidirem com as torres gémeas do World Trade Center. Destruíram as torres e alguns edifícios à volta. Consequência dos incêndios que deflagraram após as colisões.

A cidade dos bonitos cenários cinematográficos, de repente tinha acordado como atriz principal de uma história real.

Mais tarde percebeu-se que tinham sido ataques terroristas. Afetaram o centro financeiro de Nova Iorque e não só. Um outro avião colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América. E um quarto avião caiu num campo perto da Pensilvânia. 

O dia 11 de setembro de 2001 ficou conhecido como o dia que mudou o Mundo. E também o dia em que o Mundo parou.

Os meios de comunicação não pararam de abordar o acontecimento durante meses seguidos. Aliás, 15 anos depois, quase nada se torna tão importante como o ’11 de setembro’.

Em Março deste ano estive em Nova Iorque e Washington. Fui primeiro Nova Iorque. Mas neste caso, vou começar pelo fim.

Seguindo o raciocínio anterior sobre o papel do jornalismo na abordagem a este acontecimento, em Washington estive no Newseum.

O Newseum é um museu interativo de notícias e jornalismo que qualquer estudante ou profissional de comunicação gostaria de ter a oportunidade de visitar.

É dividido em diversas galerias dedicadas à história dos meios de comunicação e acontecimentos históricos que marcaram gerações.

A galeria do ’11 de setembro’, envolta por um cunho jornalístico. Tem uma exposição de fotografias de fotojornalistas que fizeram a cobertura no local. Destaque para a homenagem a William Biggart, um conhecido fotojornalista que perdeu a vida junto às torres gémeas.

Uma das enormes paredes é revestida por capas de jornais de todo o mundo com as edições do dia a seguir aos atentados. Diversas línguas, a mesma abordagem. Foi o maior ataque terrorista da história e o Mundo como o conhecemos ia mudar.

O Mundo está em constante mudança e o principal responsável somos nós. Os meios de comunicação continuam todos os dias a noticiar a mudança. Não podemos permitir que exista uma banalização. Nem medo de agir, viver e viajar.

Termino este texto com o primeiro destino que me levou aos EUA, Nova Iorque.

Como turista que visita pela primeira vez a cidade é inevitável não ter passado pelo Gound Zero. Agora encontra-se um memorial de homenagem às vítimas com uma espécie de fonte de água e à volta os nomes das cerca de três de mil pessoas gravados.

Pouco há a dizer sobre o que se sente. Olhei o mais alto que pude e imaginei o que seria se as torres gémeas ainda estivessem ali. Mesmo não estando senti-me pequena. Olhei para baixo e li alguns nomes. Ouvi a água e o silêncio de quem não viveu para contar a história, mas morreu para fazer parte dela.



Muitos detalhes da história vocês já sabiam, mas algumas gerações que daqui a uns possam ler isto talvez não. E quis contar-vos o que senti.

Deixo algumas fotografias.




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