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Nutrição Infantil

 04.04.2017

“Investimento na educação alimentar em todas as faixas etárias, dando a provar alimentos e refeições saudáveis” é uma das iniciativas que Claúdia Silva, coordenadora do curso de Ciências da Nutrição na Universidade Fernando Pessoa, considera que deve ser levada a cabo para combater a falta de educação alimentar.

 

A falta de educação alimentar nas crianças continua a ser a grande dor de cabeça para aqueles que a tentam combater. Problemas como a obesidade infantil, cada vez mais assumem um papel principal na sociedade contemporânea e nem assim existe uma preocupação de afastar produtos como sal, açucar e outros, das rotinas alimentares das crianças. Culpados? Simples, os pais “Os pais dão uma mau exemplo aos filhos ao não terem eles também uma alimentação saudável” afirma Claudia Silva que garante também que a falta de tempo dos pais não é desculpa para a falta de boas rotinas alimentares “ Tudo é uma questão de hábito, existem refeições rápidas e não dispendiosas que são saudáveis. Sopa de hortaliças, cozidos e estufados com tudo em cru e fruta são ótimas sugestões”. Para os lanches rápidos a coordenadora recomenda “fruta de época, iogurte de leite, pão de cereais pouco refinados”.

 

Relativamente à legislação dos produtos preparados para crianças, esta muitas vezes não corresponde ao que são as exigências da Organização Mundial de Saúde (OMS). Claúdia Silva justifica dizendo que “a indústria apenas se preocupa em responder à procura do consumidor, mesmo que essa procura se restrinja a produtos açucarados, salgados e engordurados”

 

Sónia Rodrigues é mãe de duas crianças uma de 15 meses apenas e outra de 12 anos e tenta salvar a honra dos pais afirmando que “tenho muito cuidado de alimentação dos meus filhos, tento dar-lhes a alimentação mais saudável e variada possível, no entanto, é irreversível o facto de eles pertencem à geração fast-food e por isso excecionalmente levo-os a essas casas”. Enquanto mãe, Sónia não fica indiferente à taxa de obesidade infantil dizendo que “é assustador haver uma taxa de obesidade infantil tão grande, mas tento não contribuir para essa taxa”. No que toca aos produtos preparados “evito-os ao máximo pois são muito mais açucarados, opto por fruta e iogurtes com poucas calorias e gordura”

 

 

No que toca a iniciativas de sensibilização para estilos de vida saudáveis, Sónia Rodrigues garante que “a escola deve continuar a investir na educação alimentar”


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