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Olhos nos olhos

Ricardo Jorge Pinto 19.06.2015

Uma das grandes vantagens do novo paradigma comunicativo é permitir uma forma de comunicação mais interativa. As plataformas digitais facilitam que emissores e recetores estejam mais próximos e sejam capazes de se relacionar de forma mais direta.

Em política, isso significa que as plataformas digitais aproximam eleitos e eleitores. Em risco, fica o papel dos mediadores, muitas vezes relegados para segundo plano na difusão de ideias e na promoção de candidaturas. Dick Morris, antigo consultor do ex presidente Bill Clinton, defendia que nesta nova era do marketing político, as plataformas digitais iriam obrigar os eleitos a prestar contas com maior frequência e a ter de explicar personalizadamente as suas opções.

Afinal, as plataformas digitais poderão simplesmente ampliar aquilo que continua a ser a forma mais eficaz de propaganda política: andar de porta em porta apresentando-se e explicando porque um eleitor deve votar de uma determinada maneira.

Nos últimos dias de campanha, os candidatos de alguns partidos alemães perceberam isso bem. Olharam para o exemplo da campanha de Barack Obama, que usou as redes sociais para mobilizar exércitos de voluntários, e partiram para as ruas das principais cidades, entregando cartões nas mãos de eleitores.

“É bom que eles se apresentem e digam quem são e ao que veem”, explicava um eleitor alemão, numa reportagem televisiva. Sempre me pareceu pouco compreensível que um eleitor não saibam quem está a eleger, que nunca tenha olhado nos olhos o deputado que o vai representar em decisões que afetarão profundamente a sua vida.

Nos últimos dias de campanha, os candidatos de alguns partidos alemães perceberam isso bem. Olharam para o exemplo da campanha de Barack Obama, que usou as redes sociais para mobilizar exércitos de voluntários, e partiram para as ruas das principais cidades, entregando cartões nas mãos de eleitores.

 

“É bom que eles se apresentem e digam quem são e ao que veem”, explicava um eleitor alemão, numa reportagem televisiva. Sempre me pareceu pouco compreensível que um eleitor não saibam quem está a eleger, que nunca tenha olhado nos olhos o deputado que o vai representar em decisões que afetarão profundamente a sua vida.


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