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O melhor de dois mundos

Ricardo Jorge Pinto 19.06.2015

Sou um assumido fã de ensino em regime de ‘blend learning’, misturando sessões presenciais com sessões à distância. Em alguns aspetos, as sessões de ensino através de computadores ligados em rede têm inegáveis vantagens sobre o ensino presencial: o envio de ‘links’ para páginas de conteúdos que são consultadas diferenciadamente pelos os alunos na sala virtual, a mistura de áudio, vídeo e texto (com a mostra de imagens, com a palestra oral, com envio de elementos informativos em texto escrito), a conveniência do local das sessões…

Evidentemente, é preciso conhecer os alunos, ao vivo. Olhos nos olhos. As sessões presenciais são muito importantes. Mas elas são ainda mais eficazes se forem complementadas com o modelo de ensino à distância, através de plataformas digitais interativas. As sessões presenciais são mais massificadoras: obrigam a transmitir a mesma mensagem igual para todos os alunos. As sessões em plataformas digitais permitem uma personalização de conteúdos, de inigualável valor pedagógico.

As sessões em sala de aula são ainda hoje réplicas do modelo de ensino medieval. Acreditar que aquilo que um professor ali diz tem interesse idêntico para todos é uma falácia. Uma ilusão. Mas acreditar que se pode dispensar totalmente a sala de aula real, transitando todo o ensino para as salas virtuais é ignorar a importância do contacto físico e da dinâmica de grupo que se cria numa turma.

Por isso, o modelo de ‘blend learning’ é o melhor de dois mundos. Permite preservar o sentido de turma, com a partilha de conhecimentos numa bem gerida sala de aula. Mas permite introduzir as componentes multimédia e interativa que as plataformas digitais conseguem com destreza e que reforçam a estratégia de personalização do ensino.

 

Tenho sincera pena de não ter tido estas ferramentas, quando era aluno. Que sorte poder usar estas possibilidades como docente.


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