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Entre o Porto e o Atlântico

Duarte Pernes 03.11.2018

Cada lugar tem o seu encanto, a sua harmonia e a sua personalidade. Às vezes, nem é necessário sair-se de uma cidade para que seja encontrada uma apelativa diversidade de aromas, de ambientes e de sensações. O Porto – felizmente para mim, que aqui moro há 30 anos (só com um breve e bem passado interregno por terras espanholas) – é um desses sítios multifacetados, onde as suas diversas identidades se conjugam livremente, da Ribeira até à Foz. Até à Foz, sublinho e repito porque é por aqui que quero ficar.

Dentre tantos lugares – alguns recônditos e pouco usuais, outros monumentais e conhecidos por todos – que a cidade Invicta oferece, a Foz é o que mais me inspira. Porque a rodeá-la estão duas coisas irresistíveis para mim: o aconchego do Porto e a vastidão do Oceano Atlântico, que sei ter o poder de me conduzir fisicamente até onde o meu pensamento vive fixado grande parte do tempo. A isto, como se fosse pouco, acrescento ainda a elegância de toda a Avenida Brasil, que só termina quando chegamos ao Jardim do Passeio Alegre, ali ao lado da Foz Velha e das suas ruelas labirínticas onde, como li há tempos no blog O Porto Encanta, a simplicidade se mistura com a sofisticação.

Ora, simples e sofisticado é também o Oporto Café, restaurante situado na Avenida Dom Carlos I, justamente no Passeio Alegre. Pela sua localização e pelo espaço acolhedor e requintado, o Oporto Café vale imediatamente a curiosidade de qualquer um que passeie pelas suas imediações. Mas os motivos de interesse não se ficam por aqui, naturalmente. Crepes de gambas com rúcula e molho agridoce, escalope de foie com espinafres, cogumelos e nozes ou carpaccio de novilho são argumentos fortes e deliciosos para prosseguir com esta narrativa.

Perguntará o leitor, há mais? Claro que há mais. Aliás, o que em cima referi são só exemplos que servem para sustentar o introito de uma passagem por este restaurante porque a seguir ainda terei de enumerar o Bife Wellington, a perna de pato confitada com risoto de laranja, a açorda de gambas com ovo escalfado ou o bacalhau dourado (este último não aprecio, confesso, mas quem me acompanhou diz que estava divinal). Tudo bem temperado, tudo apetitoso e servido com uma rapidez assinalável, dado ao presumível grau de complexidade da confeção.  

E se, no final, ainda houver planos para um registo açucarado, então o fondant de caramelo terá de ganhar protagonismo. Demora 15 minutos a vir para a mesa, é certo, mas o tempo de espera é depois plenamente justificado. Então se tiver como companhia uma bola de gelado… 

Entre o Porto e o Atlântico há, de facto, todo um mar de lugares e sabores para experimentar.

 

Informações gerais:

Nome: Oporto Café.

Especialidade: Carpaccio de Novilho, Crepes de Gamba, Bacalhau Dourado, Bife Wellington, Fondant de Caramelo.

Localização: Avenida Dom Carlos I, nº8 (junto ao Jardim do Passeio Alegre, 4150 - 190 Porto).

Horário de funcionamento: Todos os dias, das 12h30 às 16h00 e das 19h30 à 00h00.

Página online: https://www.facebook.com/restauranteoportocafe/ 

 

 

 

 


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