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A MAGIA DE CONHECER

José Miguel Pires 02.12.2018

Hoje o meu pensamento fugiu para um tema comum a todos: primeiros encontros.

A atividade social por que todos os seres humanos passam inicialmente para melhor se conhecerem. Existe algo de mágico nestes eventos, nesta ideia de melhor conhecer alguém que tanto ansiamos descobrir. Serão como achamos que são? Serão o total contrário? Só se saberá no fim da noite.

Tudo num primeiro encontro ganha um valor especial: A roupa que se veste, a música que toca de pano de fundo, o filme ou a peça que se vai ver... até a comida pode ganhar um especial lugar no nosso coração se o encontro se mostrar memorável. A grande questão é essa: se o encontro é memorável ou não. Tal não significa necessariamente que seja uma pessoa com quem acabamos por formar uma relação, mas simplesmente uma pessoa com quem uma simples ida ao cinema, um jantar ou um jogo de paintball (sim, esses dates existem) nos marcou dalguma maneira.

É fascinante como elementos que em outros contextos são tão banais ganham um valor tão profundo nas nossas vidas se forem associados a alguém com quem passamos um bom bocado e com quem fizemos algum tipo de ligação. Quem nunca viu um filme ou ouviu uma música e se lembrou de alguém que por alguma razão está associada?

Um jantar à luz das velas, uma boa sessão de cinema, e entre um ou dois olhares carregados de emoção (e quem sabe, um beijo ou dois roubado), a noite passa e constrói-se a história.

Um detalhe muito especial sobre estes encontros que tanto me fascina é o facto de ser uma mistura de algo natural com algo aprendido. É natural sentir atração por outra pessoa e ter o desejo de a conhecer melhor, no entanto, o conceito de primeiro encontro e aquilo que é considerado "aceitável" fazer nesse momento é algo aprendido, seja por milhares de filmes românticos, séries, música ou só ouvir histórias dos nossos pais e de como se conheceram.

Não há um "manual de primeiros encontros" (espero eu) nem uma cadeira na faculdade sobre isso... Há um património monumental de histórias que vão passando de geração em geração, interpretadas de diferentes maneiras, se bem que os últimos 50-60 anos mostram um padrão: Jantar e cinema... Infelizmente não há em Portugal sítios para onde podemos ir de carro apreciar as vistas durante a noite, pelo menos que eu conheça. Talvez deva começar a ver mais filmes românticos europeus e menos americanos...

Outro elemento interessante sobre este fenómeno é a sua intemporalidade: Seja qual for a geração ou a época, há sempre entre nós seres humanos este desejo incontornável de conviver, de passar tempo juntos e de nos conhecermos melhor uns aos outros, especialmente quando se trata de alguém por quem sentimos uma curiosidade especial.

Para concluir, deixo uma sugestão: aquela que é, para mim, a música mais icónica destes momentos especiais.


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