viver

Inspiratio

Ana Marinho da Silva 30.12.2015

Por vezes a inspiração não surge e a minha alma fica ofendida. Não tenho nenhuma musa para mim em certos momentos e a minha mão tem espasmos contínuos que comunicam ao meu cérebro: preciso de me libertar, por isso despacha-te em pensar em algo por favor. É então que a ciência entra em ação e as minhas fendas sinápticas são atravessadas pelos meus caros neurotransmissores que deixam as minhas células cerebrais numa troca de palavras incessante. No final da grande discussão dos célebres Tico e Teco, a minha mão mexeu-se e carregou no play. Ouvi alguns acordes da guitarra e de seguida surgiu a voz do inigualável Eric Clapton.

 

Então eu percebi que era precisamente disto que precisava: do resultado da inspiração de alguém. Esta que de forma tão subtil me permite deixar a mão ir “com a corrente” e alegrar a alma.

 

Bendita música que se apodera dos meus sentimentos e do meu estado de espírito todos os dias. Que me permite sonhar acordada (e como é bom viver os meus sonhos enquanto paralelamente sobrevivo na realidade), que me governa os sentidos e se apodera da minha alma insaciável.

 

 

Hoje, sinto-me inspirada. Agora, vamos aumentar um pouco mais o volume.


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